Meus 30 anos de história no Esporte: De Kart a Corredor

Por: Re Yano

São Paulo, Brasil.

Maio 2026

Olá a todos os entusiastas da corrida e do esporte, eu sou Reinaldo Yano, Empresário, 44 anos, praticante e com a vida ligada aos esportes desde o final da década de 90… Pois é, praticamente 30 anos de muito treino, suor, diversão, disciplina, bem estar e de muita saúde! Coisas que o esporte consegue proporcionar na sua mais plena essência e identidade!

Conheci a equipe e o projeto da Fullperformance logo em seu surgimento, presenciei seu crescimento, a sua consolidação e participei colaborativamente de seus primeiros eventos. Além de tudo isso, eu pude ter a honra de representar, divulgar e correr com o nome e as cores da equipe, nas mais diversas provas, desde o comecinho, lá por volta de 2009 até as minhas últimas corridas, tanto no Brasil como no exterior, levei e continuo levando comigo o nome e a representação da equipe Fullperformance!!

O Início de tudo

Por volta de 1998/99 comecei e tive uma breve carreira de piloto profissional de Karts aqui em São Paulo correndo em Itu e na Granja Vianna. Breve, pois os altíssimos custos desse emocionante e ao mesmo tempo desafiador esporte, acabaram por decretar o fim das minhas participações nas provas e campeonato, afinal eu era apenas um mero adolescente querendo viver um sonho, mas usando o pouquinho de dinheiro que eu tinha dos trabalhos que fazia, e da minha mesada… Pois é, não deu… Mas bola pra frente!

Porém, nessa mesma época comecei a treinar e fazer fortalecimento muscular para aguentar melhor os longos dias de treino nas pistas debaixo de muito sol e calor que o esporte cobrava e me exigia, além de claro, fazer companhia aos amigos que já treinavam e me socializar…

E mesmo parando com os Karts, os treinos de musculação e fortalecimento, nunca mais me abandonaram!

Começo na Corrida

Era virada de milênio, outra época, outra dinâmica e modo de ver a vida, mais intencional, mais presencial, menos sharing…

O crescimento da cultura do Esporte e da performance começava a aparecer. Lentamente mas progressivamente!

E lá estava eu, fazendo todas as noites, de segunda a sexta feira, disciplinadamente, meus treinos de musculação e corrida em esteiras. Nessa época, corridas de rua ainda eram muito pouco difundidas. Poucas e restritas eram as provas… Bem como a quantidade de participantes era inimaginavelmente bem menor do que é hoje.

Dessa forma, meus treinos se resumiam mais a esteira mesmo, em treinos de 20 a 30 minutos e não mais do que 5k, que eu sempre fazia após os treinos de força! Enquanto meus amigos finalizavam a musculação, me abandonavam e iam embora, eu complementava! Tinha que ter o treino na esteira, pelo menos umas duas vezes na semana! Foco!!! Como se diz hoje, hehehe…

Mas minha primeira prova só veio a vir mesmo no ano de 2008, na tão tradicional, Maratona Pão de Açúcar de Revezamento! Passando depois por Maratona de SP, São Silvestre, Circuitos das Estações, Night Runs e entre muitas, muitas outras mais!!!

Maturidade e Dias Atuais

Passados já quase vinte anos da primeira prova, hoje acumulo, além de várias distâncias e tipos de provas, corridas no exterior em países como Estônia, Chipre e até na longínqua, restrita e fascinante Islândia!!! Cada uma com sua história, cada uma com as suas mais ricas e incríveis particularidades em seus momentos únicos, que quero e vou compartilhar aqui em algumas histórias e momentos.

Pois a corrida e o esporte, nada mais são do que treino, constituição de rotina, aplicação de disciplina, integração, construção de  identidade, de modo de vida e de viver. Que eu, não tenho intenção nenhuma de abandonar jamais! E que terei todo o prazer de compartilhar um pouquinho de tudo isso e de algumas dessas histórias com todos vocês!

E você já correu alguma prova? Comenta aqui embaixo!

Bora lá!!! 🙂 🙂

A Realidade Cômica de Pedalar Sozinha: Desafios e Surpresas

Por: Dri Sousa

Resolvi, do nada, que eu era atleta.

Marquei uma prova virtual de mountain bike, plena, confiante, quase uma blogueira fitness.

O plano? Ir com cinco amigos.

Detalhe pequeno: os cinco estão treinando pra fazer 300 km em Campos do Jordão. Eu? Tava treinando pra não morrer na subida do quarteirão.

No meio da empolgação, veio aquele momento de lucidez raro:

“Amada… você não tá podendo isso tudo.”

Fingi maturidade e falei:

“Vou no meu ritmo.” Tradução: arreguei com elegância e fui sozinha.

Domingo chegou. Acordei tarde, porque aparentemente meu corpo não entendeu que eu virei atleta do nada.

Cheguei lá atrasada, confiante e equipada… com um relógio novo que custa o preço de um rim — uma Ferrari no pulso. Sabia usar? Claro que não. Apertei o botão, deslizei a tela, invoquei santo… nada.

Conclusão: larguei com o relógio sendo só um acessório caro mesmo.

Comecei.

Motivada.

Determinada.

Focada.

Cinco minutos depois: perdida.

Mas não foi uma perdidinha. Foi um me perdi quatro vezes, dei loop, passei no mesmo lugar tantas vezes que as árvores já estavam dizendo:

“Oi amiga, sempre por aqui?”

Uma hora eu mesma falei:

“Isso aqui não é prova, é um experimento social.”

Aceitei meu destino e pensei:

“Quer saber? Vou pro Vinhedo Micheletto, porque lá pelo menos eu sei chegar… e tem comida, que é o que realmente importa.”

Fui. Cheguei. E entreguei o meu melhor desempenho do dia: um café da manhã impecável. Naquele momento eu pensei: “É isso, encerrei com dignidade.” HAHA. ILUDIDA. Na hora de ir embora: pneu furado. Simples, né? Trocar e ir embora. Só que não.

Peguei a primeira bomba CO2 — não funcionava.

Segunda bomba elétrica — decorativa.

Terceira bomba manual — emocionalmente indisponível devido à falta de força.

Eu ali, quase abrindo uma live:

“Tutorial de como perder a sanidade trocando pneu.”

Quase uma hora depois, descabelada, suada, suja e repensando todas as minhas escolhas de vida… consegui.

Saí pedalando de volta no modo:

“Se furar de novo, eu abandono a bike e começo uma nova vida aqui mesmo.”

Voltei inteira? Voltei.

Em paz? Não.

Com aprendizado? Infelizmente, sim.

Resumo do domingão

Não completei a prova, não segui o percurso, não usei o relógio, me perdi, surtei, lutei com equipamentos… MAS comi bem, sobrevivi e ainda voltei pra casa — o que, honestamente, já considero pódio.

Final oficial

Dia 1 — Fase 1 da prova concluído com sucesso emocional e fracasso técnico. E o melhor de tudo: ainda tenho mais umas cinco tentativas… Ou seja: tem mais uns cinco episódios dessa série vindo aí.

E você, já passou perrengue por aí? Me conta!

Autora: Dri Sousa – @drisousaoutdoor